Na
tabacaria:
- 7.50
- Gracias!
- a Ti!
- 3.20
- Gracias
- a ti
- 4,10
- gracias
- a ti
- 3,95
- gracias
- a ti
- 4.65
- gracias
- a ti
Confesso
que trabalhando na Espanha durante 4 anos em uma tabacaria, meu
vocabulário minguou cerca de quarenta porcento. Meu diálogo de
trabalho se limitava em Gracias! Perdona? A ti! Próximo!! Buenos
Dias! Buenas Noches! Buenas Tardes! Adiós! E os números claro!
Preços selos: para Espanha, para Europa, para Américas. Preços de
cigarros: cigarros de enrolar, de mascar, de cheirar. Papéis de
enrolar: finos, grossos, grandes, curtos, estreitos, de arroz,
transparente, naturais, de canhamo. Filtros: finos, filtros grandes,
em caixinha, em saquinho, ecológicos, de papel. Recargas: de cartão de ônibus,
de metrô, recarga de celulares, 5, 10, 20 euros. Charutos: cubanos,
espanholes, canários, finos, com filtros, caros, baratos e
horrivelmente baratos.
Os
clientes se dividem em vários gêneros, cores e nacionalidades,
grande parte deles são criaturas mil-euristas, solitárias com ou
sem cachorro, gays com cachorro ou com namorados. Trabalhadores da
noite: garçons, cocainômanos, prostitutas, músicos de rua.
Sul-americanos explorados ou não, Africanos vendedores de
bugigangas, Paquistaneses vendedores de flores. Frustrados mal
educados, adolescentes iniciantes no vício, noturnos perdidos,
estudantes universitários, em grande maioria italianos que não
falam uma palavra de castelhano, “novos” mendigos, “velhos
junkies”, bêbados crônicos, “novo pobres”, espanholes
encarando a pior crise do país desde a Guerra Civil, espanhola em
pleno 2012.
Também passam por aqui muitos turistas de países nórdicos, se nota rapidamente porque são ricos, loiros, de olhos azuis, exageradamente simpáticos. Os ingleses já não tão simpáticos mas sim ricos e educados. Italianos, mais chatos impossível, creem que o mundo inteirinho fala italiano, e é óbvio, a minoria espanhola valenciana: ricos, profissionais de saúde, advogados e outros esnobes, ricos ou pobres, que passam por lá para ofender ou tratar mal alguém, principalmente se quem esta atendendo é uma estrangeira como eu, ou melhor, uma sul americana que tem a sorte de ter um emprego fixo nesta fase crítica pela qual a economia espanhola atravessa, atualmente com cinco milhões de desempregados!
Também passam por aqui muitos turistas de países nórdicos, se nota rapidamente porque são ricos, loiros, de olhos azuis, exageradamente simpáticos. Os ingleses já não tão simpáticos mas sim ricos e educados. Italianos, mais chatos impossível, creem que o mundo inteirinho fala italiano, e é óbvio, a minoria espanhola valenciana: ricos, profissionais de saúde, advogados e outros esnobes, ricos ou pobres, que passam por lá para ofender ou tratar mal alguém, principalmente se quem esta atendendo é uma estrangeira como eu, ou melhor, uma sul americana que tem a sorte de ter um emprego fixo nesta fase crítica pela qual a economia espanhola atravessa, atualmente com cinco milhões de desempregados!
Este
é o cenário atual de onde trabalho, na província mais afetada pela
crise atual, a Comunidade Valenciana, onde a corrupção, gastos
públicos exorbitantes e inexplicáveis, são completamente
esquecidos nos mês de março, quando começam as Fallas; festa
tradicional Valenciana, onde os valencianos passam quase o mês todo esbanjando o que não têm. Homens, crianças e mulheres vestidas
de medieval com vestidos que valem entre mil e quarenta mil euros,
fogos de artifícios pela manhã, tarde e noite. Cada bairro tem a
sua Falla, que consiste em uma escultura de no mínimo cinco metros
de altura, construída por artistas plásticos. Os bairros
enfeitados de luzes, sim, luzes! Quando digo luzes não falo de algumas
lâmpadas enfeitando postes, quando digo luzes são cerca de quarenta
mil luzes acesas durante o mês todo.
Ai Valencia Minha!!! continua...
Ai Valencia Minha!!! continua...
Um comentário:
Pos malegro x ti.
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